sábado, 27 de outubro de 2012

De Cláudia Steps para Leandro Strong(s)



          De uma apresentação na biblioteca da Universidade em um dia qualquer do ano letivo até o Show de lançamento do seu CD no TAC passaram-se alguns anos.  E aquele estudante de música que não podia ver uma revistinha de cifras sem  sair analisando a harmonia de tudo – efeito das aulas do grande professor Sergio Freitas – amadureceu.  Pude acompanhar  parte da trajetória musical desse menino\homem durante  meu tempo da faculdade e também depois,  quando tivemos oportunidade de tocarmos juntos algumas vezes, oportunidades essas na maioria criadas por ele mesmo.  Porque já conheci  Leandrico assim, correndo atrás, agitando, organizando eventos semanais na universidade (como era mesmo o nome daquele no Hall de entrada?) Numa inquietação e curiosidade quase infantis, mas próprias daqueles que trazem para si a responsabilidade pelas suas buscas e procuras. E consequentes conquistas. Mas quer saber? não acho mesmo esse o seu maior mérito.  O que me chama atenção é sua capacidade de fazer parceiras musicais várias, sem se deter em tribos sonoras  ou as chamadas “panelinhas” com pessoas ou grupos. Uma vez ouvi o relato de um músico em tom de agradecimento pelo fato de Leandro o ter ajudado a sair de certo ostracismo musical em que se encontrava. Compartilhar. Além de verbo badalado nas redes sociais a atitude generosa de dividir. E essa não é uma característica que  se encontra facilmente nas pessoas,  porque dividir dá trabalho. E também pode tirar a sensação (falsa) de segurança  que a exclusividade ou detenção de saberes e fazeres traga  uma possível garantia de sucesso.  Mas ninguém faz nada, nada mesmo,  sozinho. Com a participação de mais de 20 artistas no seu CD de estréia, Leandro parece estar bem certo disso.  Grande humano,  Grande músico.  Obrigada pela sua competente contribuição ao Mar à Vista, amigo querido.
          Só a título de curiosidade: outro dia, remexendo na minha papelada da Udesc, achei  uma dessas revistas de cifras com o Frank Sinatra na capa. Lembrei  que na época  ela ficou perdida por algumas horas no prédio da música quando acabei finalmente encontrando em cima do balcão da recepção.  E lá estava “My Way” com aquelas marcações à lápis, características da análise harmônica: Tônicas, subdominantes, dominantes, setas, colchetes, etc. Aí pensei:  “claro, Leandro passou por aqui...”

Nenhum comentário:

Postar um comentário