domingo, 28 de agosto de 2011

Templo dos livros esquecidos.

           Algum tempo atrás li o livro "A Sombra do Vento" que tem uma temática muito interessante. No romance existe um lugar onde ficam os livros renegados, uma espécie de Cemitério dos livros esquecidos. Estantes e mais estantes com exemplares de brochuras dos mais variados gêneros que, por algum motivo - que dá maior suspense à trama - ficam trancafiados dentro de uma espécie de mausoléu literário. Ninguém, ou quase ninguém tem acesso a esse local a não ser...Bom, melhor parar por aqui. Não quero tirar o sabor da descoberta do leitor, esse prazer é único e individual. Enfim, toda essa introdução para falar de uma experiência pessoal: as vezes tenho essa estranha sensação de que livros que fizeram parte da minha vida, na infância ou adolescência, simplesmente sumiram das estantes das livrarias e bibliotecas. Mas não das livrarias e bibliotecas virtuais; nessas hoje em dia se encontra de tudo. Mas aquele gostinho especial - misto de curiosidade e mistério - de visitar livrarias e buscar um livro na estante, algo que interesse assim meio na hora e que dá vontade de folhear; seu autor preferido ou uma indicação de amigo relembrada na hora em que os olhos correm pelos volumes...Será isso coisa do passado?  Nostalgias à parte, a verdade é que a facilidade e o conforto que a modernidade proporciona para muitos que podem acessar o mundo da própria casa é a mesma modernidade que tira o prazer do contato in loco com as coisas e as pessoas. Mas você pode estar pensando assim: "Ué, mas ela não está na frente do computador digitando esse texto?" Sim, estou mesmo. Tento percorrer a via real e a virtual sem comprometer a primeira. Mas confesso que o fascínio de se conectar a muitas pessoas e a uma infinidade de recursos em poucos clics do mouse é realmente muito tentador. Fico pensando em uma criança hoje, criada nesse ambiente de tantos apelos de consumo ter que escolher entre um soldadinho de chumbo e um vídeo-game de última geração...
         A propósito: Recordação da Casa dos Mortos, de Dostoiewsky; Admirável Mundo Novo, de Aldoux  Huxley e Os Degraus do Paraíso de Josué Montello. Estes são os livros a que me referi no início dessas linhas. Provavelmente foram emprestados e nunca devolvidos ou perderam-se em mudanças de bairros e Estados. Mas não se preocupem: quem se interessar por um destes exemplares basta clicar daí mesmo, colocar na cesta, pagar com cartão e receber em casa. Eu consegui o romance de Josué Montello em um sebo no Rio de Janeiro. Versão definitiva da Livraria Martins Editora, de 1969. Reli com medo das folhas se desintegrarem nas mãos e com lenço de papel na mesinha de cabeceira para me salvar nos momentos de crise alérgica causada por minha rinite crônica. Não faz mal. Resgatei-o do Templo dos livros esquecidos. Uma relíquia!!!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Tem Piano no Samba

Sempre gostei de eleger temas para apresentações. Desta vez também não foi diferente. De novidade, um repertório mais voltado para o Samba, sugestão de uma amiga. O Samba, claro, está mais do que presente, mas   não deixamos também de prestigiar algumas outras manifestações musicais. Por isso, canções expressivas pontuam alguns momentos, aproveitando todo o potencial  de possibilidades do piano como um instrumento de extrema versatilidade. Na verdade, a versatilidade é do pianista...
Como já diz um jargão facebookiano de divulgação de trabalhos artísticos:  Bora lá!!
  
Dia 25\08 - Projeto Acústico 12:30 no Teatro da UFSC (ao lado da Igrejinha)
Dia 09\08 - 21:30 - Coisas de Maria João - Santo Antônio de Lisboa

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

"Pois é, cheguei!! Quero ficar bem à vontade, na verdade eu sou assim..."

          A música sempre foi uma constante na minha vida. O interesse em cantar começou ainda criança, quando tentava acompanhar as melodias dos LPs que minhãs irmãs ouviam: Tropicália, Novos Baianos, Chico Buarque, Beatles. Mais tarde, Elis Regina, uma grande influência. ..
E tudo começou mais ou menos assim.......
         


          Nasci no Rio de Janeiro e desde criança tive a oportunidade de conviver de perto com as várias vertentes e correntes sonoras que ali aportavam e que eram sempre generosamente acolhidas pela receptividade carioca. Desse “caldeirão” musical nasceram as minhas referências e também a vontade de pesquisar épocas distintas da chamada “Música Popular Brasileira”. 
          Considero-me antes de tudo, uma intérprete. Gosto de doar minha voz a canções que me “en-cantam”, e elas são muitas. Sempre fui apaixonada pela riqueza e diversidade dessa música, por isso me empenho nas pesquisas de repertório. Procuro elaborar também os conceitos dos Projetos que me envolvo, pois as idéias borbulham em minha cabeça e é preciso dar-lhes liberdade. Algumas dessas idéias ganharam vida e transformaram-se em apresentações musicais, como é o caso de “Nada Será Como Antes” – que resgata canções das décadas de 60 e 70, “Relembrando Elis Regina” – que homenageia a cantora e “Bossa Nova e Tudo +”, uma seleção de canções do rico acervo musical das décadas de 50 e 60. Mas as idéias continuam... E agora ando envolvida com mais uma “artimanha” musical. É Tem Piano no Samba. Falo mais detalhadamente de algumas dessas “excursões” musicais mais adiante.
          Também ando me aventurando a compor. Sempre tive um pouco de receio dessa “praia”, mas quem não arrisca....não conquista. Tenho muitos bons parceiros nessa estrada, companheiros de trabalho, grandes músicos com que tive o prazer de compartilhar minha voz com seus toques musicais e arranjos. De alguma maneira, todos eles aparecem aqui.
          Impossível desistir desse ofício, até que tentei. Mas é música. E música faz parte da minha vida a toda hora do dia. Se não é no canto, é no pensamento mesmo. ..

  "Minha voz é matéria sonora que se espalha nas ondas, no ar. Mas minha voz é também viagem que está onde meu corpo está."
                                                                Cláudia Passos
                

quarta-feira, 3 de agosto de 2011


Show em comemoração aos 50 anos da Bossa Nova no Teatro Álvaro de Carvalho.
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